quarta-feira, 7 de abril de 2010

terça-feira, 23 de março de 2010

Um dia você aprende

"Depois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la, por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.Descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, contudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.Portanto... plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!"

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

"Cinquant'anni fa"

Folha de São Paulo - Publicado em 19/11/2009 - Por Joaquim Levy*

O Brasil continua sensível à economia mundial, apesar das vantagens do câmbio flutuante e da relativa diversidade da sua indústria
TIPICAMENTE , quando há uma crise nos países desenvolvidos, a queda dos preços dos produtos ao consumidor, em resposta à contração da demanda interna, é lenta, enquanto a das matérias-primas se antecipa, diminuindo abruptamente a entrada de divisas nos países exportadores desses produtos. Isso torna estes países sensíveis à economia mundial, especialmente quando eles são mais monetizados.

Aí, para cada unidade de divisa que entra no país, a renda total sobe bem mais que unitariamente e se distribui por diversos setores demandantes de bens importados. Nesse caso, há uma inércia nas importações, mesmo quando a receita para as satisfazer já desapareceu.O problema se agrava quando, em face da crise, o país desenvolvido lança mão dos fundos de que dispõe, inclusive no exterior.
A contração da liquidez mundial que se segue dificulta o financiamento das importações do país exportador, o qual, além disso, enfrenta uma conta de serviços rígida, se os fundos estrangeiros que recebeu forem empréstimos ou inversões com garantia de juros.

Reservas internacionais podem dar um fôlego, mas, como elas são caras de manter, em geral, não são muito grandes. O ajuste externo acaba, então, se dando pelo câmbio, que reduz o poder de compra dos consumidores e a demanda por importados, canalizando recursos para o exportador. Em países em que o capital é escasso, mas outros fatores, como terra e trabalho, são abundantes, esse ciclo tem ainda um caráter particular.Na fase boa, o detentor do capital prefere ampliar a escala da produção, em vez da eficiência, já que pode expandi-la contratando mais trabalhadores sem aumentar salários.

Quando a maré vira, o dilema está entre diminuir a renda do trabalhador, mantendo a lucratividade do setor exportador para preservar o PIB e a geração de divisas, ou proteger os setores domésticos, estrangulando o balanço de pagamentos e a produção. Como a segunda opção não é sustentável, em geral o ajuste decorrente da primeira é inevitável.Ao longo do século passado, grupos de pressão, em geral urbanos, muitas vezes tentaram postergar as etapas mais dolorosas desse ajuste. Essa é também a raiz da resistência às "políticas do FMI", associadas à perda do poder aquisitivo do trabalhador e à desvalorização do câmbio, mesmo quando há algum suporte financeiro externo para honrar a conta de juros.

Nada disso é novidade. Os parágrafos acima resumem os capítulos 27 e 28 do livro "Formação Econômica do Brasil", que Celso Furtado publicou em 1959, e parafraseiam a interpretação de por que o desenvolvimento urbano e a ampliação do crédito na República aumentaram as resistências ao processo de ajuste característico do império, gerando continuadas crises a cada vez que o preço das matérias-primas caía. Até que, na década de 1930, a economia se fechou, parecendo temporariamente imune a esses problemas.
Qual a relevância dessas observações? É que, assim como Greenspan e Bush não revogaram o ciclo econômico, mas apenas lhe deram mais combustível, o Brasil continua sensível à economia mundial, apesar do bom momento que vive, das vantagens do câmbio flutuante a da relativa diversidade da sua indústria.

Às vezes não tem ficado claro em análises da crise que os preços das matérias-primas não caíram tanto recentemente porque uma tremenda injeção de liquidez nos países desenvolvidos amorteceu a expectativa de queda no consumo e a China continua comprando, sob influência de um estímulo fiscal de mais de 5% do PIB.

O dinheiro público para salvar os bancos também significou que aquele esforço dos países centrais de lançar mão dos fundos no exterior não foi necessário, o que explica parte dos recentes fluxos de capital para o Brasil.O problema é que, em 2010 ou 2011, os países mais ricos terão que começar a sua consolidação fiscal. A tendência será de maior ajuste no preço das matérias-primas, porque a sustentação ao consumo diminuirá, e de contração dos fluxos de capital, porque o dinheiro lá ficará escasso. Esse é um cenário mais parecido com o da década de 1990 ou daquele tradicional descrito por Celso Furtado.

Mesmo que a consolidação se dê com a economia mundial crescendo (e preços mais robustos), os fluxos de capital para o Brasil podem se contrair, porque haverá mais possibilidades de investimentos no mundo.É por isso que muitos -mesmo que não se impressionem com a resenha do padrão ouro e a reflexão de Celso Furtado- insistem que, além de eventuais barreiras ao fluxo de capitais, é fundamental o Brasil usar a política fiscal para não pressionar excessivamente o câmbio e os juros e investir no aumento da produtividade.

Há motivos para expandir o PIB e o emprego, mas, sem ser timorato, deve-se ter cuidado para que o custo de um eventual ajuste externo -mesmo com as reservas existentes- não seja desnecessariamente exacerbado pela aceleração exagerada da atividade econômica e do gasto público neste momento favorável ao Brasil.
*Formado em engenharia naval, doutor em economia pela Universidade de Chicago (EUA), é o secretário da Fazenda do Estado do Rio de Janeiro. Foi secretário do Tesouro Nacional (no primeiro mandato de Lula) e vice-presidente de Finanças e Administração do BID.

Um quarto de século

Jornal do Brasil - Sociedade Aberta - Por Joaquim Levy*

No Brasil houve um esforço ao procurar deixar claro que certos direitos não são favores
Há 25 anos, o Brasil vivia a campanha pelas eleições diretas - Diretas Já. Era o governo Figueiredo, presidente que se notabilizou por sentenças intuitivas, mas nem sempre apreciadas.
Naqueles dias, indagado enquanto em viagem o que ele achava de haver 1 milhão de pessoas na rua, ele disse que talvez sendo jovem e estando no Brasil ele se tornasse o "milhão e 1".

Suas tiradas, apesar de menos frequentes do que a de alguns de seus sucessores, contrastavam com o rigor do seu antecessor. Imagine se o efeito até desconcertante que elas tinham, depois de um presidente que, mesmo não tendo títulos no estrangeiro, fazia parte da intelectualidade do Exército conhecida como a "Sorbonne".

Algumas delas certamente fariam a delícia de alguns manuais de relações externas contemporâneos, como a que explicava que "democracia é que nem laranja - tem de vários tipos: bahia, pera, etc". Felizmente, desta nem todo mundo achou graça.

Deixando o anedótico à parte, vale lembrar que, mal ou bem, aquele governo cumpriu sua principal promessa que era de "fazer deste país uma democracia", com contramarchas e, principalmente, com uma opção de estabelecer uma continuidade histórica, refletida na simpatia para com algumas lideranças civis anteriores ao período militar, e resistência a candidatos que representavam uma ruptura com certas tradições brasileiras, inclusive de fidalguia.Daquelas lideranças, na oposição ao governo militar, pode-se citar o senador Pedro Simon.

No campo econômico, aquele governo não foi tão feliz, pois enfrentou com dificuldade o segundo choque do petróleo e o grande aperto da política monetária americana, o qual quebrou a espinha dorsal da inflação dos anos 1970, mas fez a dívida externa do Brasil disparar e o preço das commodities despencar. A tentativa de ressuscitar algumas das façanhas do milagre brasileiro do começo dos anos 1970 fracassou, especialmente, quando se procurou estimular a demanda interna enquanto o resto do mundopisava no freio. O efeito devastador no mercado imobiliário, por exemplo, é sentido até hoje, com a desorganização do crédito e a inviabilização da construção para a baixa renda, que se traduziu em favelização no país inteiro.

A preferência pela conciliação e acomodação política que caracterizou aquela transição é para muitos essencialmente brasileira, e denota uma convivência dos opostos encarnada de maneira paradigmática em Carneiro Leão há mais de 150 anos.
Essa observação sobre processos de acomodação versus reformas mais estruturais, quase banal no Brasil, é feita com muita força em recente artigo de Malcolm Gladwell na revista The New Yorker, a respeito do significado e contexto em que se desenrola a famosa estória escrita em 1960 por Harper Lee, O sol é para todos (To kill a Mockingbird).

O referido ensaio examina a segregação racial "amável" existente no estado do Alabama sob o governo de James Folsom, e como ela se tornou insustentável após a integração forçada das escolas determinada pela Suprema Corte e implementada pelo presidente Eisenhower.
Esta mudança institucional resultou no curto prazo em um retrocesso, com a eleição de políticos mais segregacionistas, mas no longo prazo levou a uma transformação do status dos afrodescendentes americanos inimaginável meio século antes, inclusive com a eleição de Barak Obama.O livro mostra, pelos olhos da menina que conta a estória passada anos antes, como funciona a acomodação, e pelas perplexidades que ela experimenta, os seus limites.

No Brasil, houve um esforço desde a democratização, particularmente a partir do meado dos anos 90, de se construir uma nova institucionalidade, em que regras passassem a ter mais valor e, com isso, permitissem oportunidades maiores para mais pessoas, empresas e organizações.
Não necessariamente abandonando a conciliação como método ou procurando uma frigidez anglo-saxã, mas valorizando a impessoalidade e a consistência intertemporal nas ações de governo.E procurando, mesmo em iniciativas talvez canhestras, deixar claro que certos direitos não são favores.

Na área econômica, isso se traduziu na estabilidade dos preços, na responsabilidade fiscal e em mecanismos de incentivo à concorrência e à regulação de setores de capital intensivo, como petróleo, telecomunicações e serviços financeiros.Aos poucos, esta institucionalidade foi se implantando nas administrações estaduais, refletida principalmente na proeminência dada à gestão. A melhora da gestão é a única maneira de se poder universalizar com um mínimo de qualidade e durabilidade a provisão de serviços básicos como saúde, educação e segurança.

Ela segue na esteira da estabilidade econômica e da solidez fiscal, valores hoje crescentemente procurados pelos governos estaduais, e felizmente valorizados pelos eleitores. Esta é a estratégia do atual governo no Rio de Janeiro, onde alguns resultados da prioridade à gestão e foco na entrega de serviços básicos já começam a ser colhidos.
*Secretário de Fazenda do Estado do Rio de Janeiro

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Entrevista com Mônica Amala Simionato, palestrante do XVI Café RHDebates

por Lídia Tamy
RHD: Boa tarde Mônica! Em primeiro lugar quero agradecer por ter aceitado o nosso convite para falar um pouco sobre a importância de se pensar as competências emocionais nos dias de hoje.
Como nasceu a idéia de escrever o livro “Competências Emocionais”.
Mônica Amala Simionato: O livro é o fruto de muitos anos de pesquisas nas empresas e contém muitos depoimentos de executivos que participaram dos meus cursos. A idéia nasceu depois que fui convidada a participar da consultoria científica do filme Tratamento de Choque, com Jack Nicholson e Adam Sandler. Então o livro tem muito material que foi utilizado no filme, tais como os exercícios sobre como “lidar” com a raiva.


RHD: Podemos afirmar que as competências emocionais são o diferencial competitivo no trabalho. Como você define tais competências?
Mônica Amala Simionato: As competências emocionais são “o” diferencial competetivo no trabalho porque são a qualidade mais valiosa de um ser humano em geral e de um ser humano que interage com outros seres humanos dentro de uma organização. As CE são a habilidade de se conhecer e de conhecer o outro, de saber como gerenciar situações emocionais que podem chegar numa ruptura abrupta da relação o no boicote do relacionamento. Tem uma pesquisa americana da Gallup (eles entrevistaram milhares de executivos nos EUA) e a observação final é que os profissionais deixam os lugares de trabalhos por causa de relacionamentos “desgastantes”.


RHD: Tratando-se de RH, que cuidados você acredita que sejam necessários ao se avaliar as competências emocionais de um colaborador?
Mônica Amala Simionato: Agora vou ser polêmica... Muitas vezes os RH escolhem os treinamentos e os coaching para os profissionais, mas o RH nunca participa de nada. Quero dizer que muitas vezes o RH não tem “ferramentas” sobre como avaliar as competências emocionais porque eles não sabem o que significa isso, porque eles não possuem estas competências e nunca treinaram nisso. Então, para avaliar bem as competências emocionais de um colaborador o avaliador deveria conhecer as suas pessoais antes...


RHD: Em seu livro você fala sobre a teoria completa da personalidade, a Análise Transacional. Em que se baseia essa teoria? Na prática, qual é a sua principal função/aplicação?
Mônica Amala Simionato: Falei sobre esta teoria porque explicita de uma maneira simples (porém não simplória) os estádios de nosso EU. Ou seja, como agimos e pensamos quando estamos num estado de criança ou de pai e como agimos quando estamos no equilíbrio do adulto. Esta teoria me ajuda muito a explicar as mudanças emocionais do ser humano. Durante o dia sempre passamos de um estado ao outro. O autor da AT foi Eric berne, nos anos cinqüenta.


RHD: Finalmente, em “Competências Emocionais”, você apresenta um pequeno (incrível!) guia para a sobrevivência emocional na empresa. Fale-nos um pouco sobre ele.
Mônica Amala Simionato: (risos) Este guia analisa o caminho de um profissional que entra em uma empresa, observando tudo do seu ponto de vista:
O seu encontro com o selecionador, depois com os colegas, com os colaboradores e com os gerentes. Chamei de “guia de sobrevivência” porque, imaginem, como é difícil para alguém recém entrado numa empresa se relacionar com 4 tipologias de pessoas tão diferentes... como é difícil respeitar as expectativas de todos e respeitar também a própria. Acabei na semana passada um curso sobre “trauma e choque” e falando com meus colegas saiu esta frase que acho bem verdadeira: “ todos nós somos sobreviventes para ter enfrentado muitas situações difíceis, então ... parabéns por estar aqui!”.





terça-feira, 3 de novembro de 2009

Mais uma grande marco na história do RHDebates!

por Lídia Tamy

A comemoração do segundo aniversário do RHDebates não poderia ter sido melhor! Na última quarta-feira, aproximadamente 130 profissionais de diversas áreas tiveram uma manhã muito especial que eu ousaria a dizer inesquecível. Diferente do modelo tradicional de palestras promovidas pelo RHDebates, a décima quinta edição contou com o brilho de mais de uma estrela!

Para dar início ao “espetáculo”, Léo Salgado, um dos diretores do RHDebates, relembrou os dois anos de história dessa iniciativa e todos, de pé, aplaudiram alguns dos palestrantes que estavam presentes na platéia.

Representando todos os parceiros e patrocinadores, Saidul Rahman Mahomed, diretor da Editora Qualitymark, parabenizou a equipe RHD pelo aniversário e falou um pouco sobre a importância desse encontro para a troca de conhecimento entre os executivos de RH do Rio de Janeiro.

Em seguida, Paulo Fonseca, conselheiro nacional da Special Olympics (www.specialolympics.org.br ), encantou a platéia com um vídeo que mostrava um pouco do trabalho que “através de treinamento esportivo e competições de qualidade, melhora a vida de pessoas com deficiência intelectual e, conseqüentemente, a vida de todas as pessoas que as cercam”.

Dando continuidade, o Grupo Teatro Novo ( www.teatronovo.org ) fez a emoção tomar conta do auditório com uma encenação que todos os presentes jamais esquecerão!Nunca, na história do RHDebates, foi presenciado algo tão grandioso em termos de crescimento pessoal e aprendizagem. Dirigidos pelo psicólogo Rubens Emerick, Fernanda, Fábio e Alexandre, levaram a platéia a reavaliar conceitos e repensar sentimentos que muitas vezes, na correria da vida diária, nos passam despercebidos.

Em seguida, adicionando à emoção uma dose de razão e conteúdo, o Presidente da Associação Brasileira de Medicina do Trabalho e autor do livro “A pessoa com deficiência e o trabalho” (Qualitymark Editora), Dr. Paulo Rebelo, falou um pouco sobre a importância da inclusão social de pessoas com deficiência no quadro de funcionários das empresas. Através de dados e estatísticas apontou algumas realidades sobre o assunto. A primeira delas, e talvez a mais relevante, é saber que existem três tipos de caracterização do deficiente: do ponto de vista médico, do ponto de vista legal e do ponto de vista do indivíduo.

Em sua palestra, Paulo recomendou que “a inserção de deficientes no ambiente de trabalho seja planejada, implantada, e acompanhada por equipe multiprofissional integrada (assistência, previdência e empresa)” e ainda alertou para que a admissão, por decisão voluntária ou exigência legal, seja pensada de forma a identificar atividades e locais para que haja a preparação necessária das instalações e dos outros funcionários da empresa.


Mas não pára por aqui...

A fim de apresentar a teoria e a prática, o RHDebates convidou ainda a coordenadora dos projetos sociais dos Supermercados Mundial, Laura Negro de La Pisa, para apresentar um case de grande sucesso que tem sido referência no que se refere à inclusão social de pessoas com deficiência. Hoje, o Mundial conta com quase 300 pessoas com deficiência, trabalhando em diferentes funções, nas suas diversas unidades.

Como se já não bastassem o brilhantismo e a ternura da Laura, Ethel Rosenfeld, acompanhada do seu cão guia Cízar, acrescentou ao XV Café RHDebates mais uma dose de emoção e aprendizagem com seu jeito cativante e ao mesmo tempo irreverente que encantou a todos.

Ethel foi quem lutou em Brasília pela regulamentação da lei 11.126/05 que garante o ingresso e permanência de um cão guia acompanhado de uma pessoa cega, em todos os lugares públicos ou provados de uso coletivo. Como bem define Rogério da Silva, ela é “uma deficiente visual que derrubou as barreiras da burocracia brasileira.”


Assim, cercada pelo brilho de todas essas estrelas, a equipe RHDebates brindou o seu segundo aniversário com muito orgulho e emoção!



Clique aqui (http://www.flickr.com/photos/rhdebates2009/) e confira todas as fotos